Escritos do Cláudio

Não importa quem sou .Importante sim, de que me sujo.

Textos

AS FOLHAS CONTINUAM CAINDO
Hoje é dia do meio ambiente. Então lembro pela tarde, vendo algumas fotos no meu facebook de algumas ações feitas aqui e acolá. Algumas valeram mais pela foto postada que pela ação em si.
Eu, que estou voltando às atividades letivas depois de mais de uma semana de interrupção do calendário por causa da greve/locaute dos caminhoneiros, e depois de ter faltado ontem por causa da gripe, como todo ano, não tive nenhuma ação em prol do meio ambiente. Nada mesmo. Eu ando furioso com todo esse lero-lero e pouca gente feito alguma coisa de fato eficaz. Evidente que conheço algumas ações benéficas, como o evento que começou na comunidade de Imbiruçu, fruto de um bate papo em preparação para a Campanha da Fraternidade. A coleta de resíduos plásticos em lavouras cafeeira chamou atenção de muitos a partir da terceira ou quarta coleta. A primeira foi sofrível.
Nesse dia do meio ambiente, a mensagem que temos é que o meio precisa muito mais que ser pensado no todo. Precisa-se agir de forma integrada. Em tempos de loucos ocupando altos cargos políticos como o que aconteceu na ainda potência Estados Unidos da América, em que as leis são revogadas, e no Brasil, caminhamos para quase a mesma coisa. Poucos são os candidatos nesse pleito que carregam a bandeira do meio ambiente. Destaque aqui para Marina Silva, nesse quesito.
Olhando da minha janela, ainda com a gripe entalada, vendo a tarde cinza de um outono mais frio que os anteriores, penso que o meio ambiente se recente de ser esquecido.
Os grupos que resistem, difundem suas ideias, propõem alternativas como a Agroecologia e outras ousadias, mostrando para o sistema, este que tudo devora, que há outras formas de pensar a vida e produzir nossos bens.
Confesso que fiz pouco pelo meio ambiente. Estou torcendo para que as discursões possam avançar. Mas também estou convicto que dentro desse sistema nada conseguiremos. E que nesse outono as folhas continuam caindo, e com elas, nossa esperança cada vez mais madura e cada vez mais minguada.


5 de junho de 2018
Cláudio Antonio Mendes
Enviado por Cláudio Antonio Mendes em 05/06/2018
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